Motorista que atropelou pedestre na Rua Euclides da Cunha alegou na polícia que teria sofrido mal súbito

Motorista que atropelou pedestre na Rua Euclides da Cunha alegou na polícia que teria sofrido mal súbito

Foto: Reprodução

O atropelamento do servidor público aposentado Alcione Ottonelli Pithan, 64 anos, ocorrido em 17 de janeiro de 2026 na Rua Euclides da Cunha, em Santa Maria, segue sob investigação da Polícia Civil. O caso é apurado pela 1ª Delegacia de Polícia, sob responsabilidade do delegado Carlos Alberto Dias Gonçalves.

Pithan foi atingido enquanto caminhava pela calçada e passeava com o cachorro de estimação. Ele ficou 27 dias internado no Complexo Hospitalar Astrogildo de Azevedo (CHAA) e já recebeu alta hospitalar, mas ainda não prestou depoimento formal devido às limitações físicas decorrentes do acidente.

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Conforme o delegado, o condutor do veículo, de 45 anos, já foi ouvido, acompanhado de um advogado. Ele apresentou a versão de que teria sofrido um mal súbito momentos antes do atropelamento.


O delegado Carlos Alberto Dias Gonçalves, titular da 1ª DP é o responsável pelo inquérito policial. Foto: Mateus Ferreira (Diário)


– O condutor foi ouvido e alegou que sofreu um mal súbito. Essa versão está sendo analisada dentro do conjunto probatório – afirma Gonçalves.

A Polícia Civil também apura informações de testemunhas que relataram possível excesso de velocidade. No trecho onde ocorreu o atropelamento, o limite é de 40 km/h. Há relatos de que o veículo poderia estar trafegando acima desse limite, o que será analisado tecnicamente.

– Estamos avaliando todas as circunstâncias, inclusive a velocidade e a dinâmica do impacto, que foi forte – afirma o delegado.

Imagens de câmeras de segurança já foram incorporadas ao inquérito e mostram o momento em que a vítima é atingida e arremessada.


O que falta para concluir o inquérito

De acordo com Gonçalves, três diligências principais ainda precisam ser concluídas para o encerramento da investigação:

  • Depoimento formal da vítima
  • Laudo médico pericial, que depende da análise do prontuário hospitalar
  • Resultado da perícia no veículo

O delegado explica que o laudo médico é fundamental para definir a gravidade das lesões, elemento que influencia no enquadramento jurídico do caso.

– O perito precisa do prontuário completo para avaliar a extensão das lesões e emitir o laudo. A partir disso, será possível definir tecnicamente a gravidade – diz.

Caso a vítima não tenha condições de se deslocar até o Instituto-Geral de Perícias (IGP), há possibilidade de avaliação domiciliar por médico legista, medida que ainda está sendo analisada. Somente após a conclusão dessas etapas, será possível determinar o enquadramento legal do fato, inclusive quanto à natureza da conduta – se culposa ou com eventual dolo.

O motorista não possuía habilitação e não foi autuado em flagrante na ocasião.

A defesa do motorista não foi localizada pela reportagem para comentar o caso. 

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